jornais2.jpgA coluna social é clássica em jornais e revistas, todo mundo sempre dá uma olhadinha. Mais do que isso, muita gente quer se ver nessa página. Apesar de a maioria não assumir esse lado um pouco egocêntrico, ver suas fotos estampadas nos principais jornais é um desejo oculto que está presente na vida de grande parte da sociedade.

Para alcançar os conhecidos 30 segundos de fama, é necessário circular em eventos consagrados e ficar perto dos mais badalados da sociedade. Cristina Piccoli, por exemplo, é umas das figuras mais conhecidas e badaladas de Porto Alegre, muitos se aproximam dela apenas para conseguir uma fotinho em jornais ou revistas.

cris.jpgCristina Piccoli artista plástica acha normal as pessoas que querem sair nas colunas sociais se aproximarem dela para conseguir isso. Porém Ivan Mattos, colunista do Jornal do Comércio de Porto Alegre, não respeita quem se coloca ao lado de todas as pessoas fotografadas somente para aparecer. “Isso eu não entendo, não considero colunismo social, tem muita gente assim por aí, inclusive com revistas inteiras dedicadas a si próprio. É de morrer de rir, eu tenho vergonha por eles”, desabafa o colunista.

Ivan explica que há algumas ocasiões em que já se sabe quem previamente deverá ser fotografado. Porém, há momentos em que a escolha é feita ou pela lista de convidados, ou de acordo com quem está em evidência, ou ainda levando em consideração quem nunca saiu, ou quem faz tempo que não sai. “Nem sempre aparecer a qualquer custo é uma boa estratégia. A exposição exagerada tira o caráter de exclusividade de uma boa foto. O principal é escolher quem vai alavancar a leitura da coluna social”, declara o colunista.

Ivan Mattos prefere deixar a festa acontecer e ir fazendo as escolhas durante o evento, para depois decidir quem irá sair em sua coluna. A melhor foto, o melhor ângulo só são escolhidos na hora final da diagramação. O jornalista comenta que muitas pessoas que vivem neste mundo social fazem de tudo para aparecer. Muitos clubes sociais são os lugares preferidos paras as pessoas badalarem em festas, eventos, cockteis e serem flagradas pelos jornalistas e fotógrafos.

Abaixo o endereço de um grande clube de Porto Alegre, a Associação Leopoldina Juvenil (ALJ), palco para grandes festas e badalações.Veja a seguir o mapa.

 

certo2.jpg

A rotina de um colunista social e igual à de qualquer jornalista. Ele recebe pautas, convites, faz entrevistas, solicita fotógrafo do jornal, recebe as agendas dos eventos das assessorias de imprensa, marca sua presença nesses eventos. “Um colunista é um repórter e um relações públicas ao mesmo tempo, que precisa manter um relacionamento de confiança e respeito com todas as suas fontes e seus focalizados”, cometa o jornalista do JC.

Apesar da área de colunismo social ainda sofrer preconceitos, sendo às vezes julgada dentro do jornalismo como área de menor valor, ela está crescendo muito. O conteúdo de uma coluna social já extrapolou o simples relato de quem é quem, quem foi onde. Atualmente já é possível encontrar notas de economia e negócios nessa editoria.

A evolução do colunismo social é algo estampado dentro do jornalismo e isso tem seus prós e contras. Se antigamente só apareciam em jornais e revistas sempre as mesmas pessoas da alta sociedade, hoje em dia, cada vez mais, celebridades instantâneas surgem e desaparecem feito cometas. Dessa maneira, jornais e revistas são preenchidos diariamente com um rostinho diferente. Cada nova edição apresenta um novo anônimo que se transforma em um famoso célebre. É claro que essa situação desperta em muitas pessoas a vontade de também ter direito aos seus 30 segundos de fama, e se tornar o mais novo famoso da hora.